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SETEMBRO AMARELO, COMO A ATIVIDADE FÍSICA CONTRIBUI PARA A SAÚDE MENTAL

Setembro é conhecido mundialmente como o mês de combate e prevenção ao suicídio. No Brasil, começou a se falar da causa em 2015 quando a CVV (Centro de Valorização a Vida), o CFM (Conselho Federal de Medicina) e a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) criaram a campanha do Setembro Amarelo, que busca debater e trazer a tona esse tema que é um grande tabu para a sociedade. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 5,5% da população brasileira sofre de depressão e diante desse cenário, muitas pessoas acham que somente remédios podem ajudar a combater.

Muitas vezes associamos a academia e a prática de exercícios somente à emagrecimento, definição de massa muscular e prevenção de doenças. Mas sabia que a nossa saúde mental também é extremamente beneficiada quando praticamos exercícios? Isso porque nosso organismo libera substâncias que ajudam a combater a ansiedade e a depressão. 

Fato é que não devemos falar sobre o assunto somente em setembro até porque há quase 2 anos vivemos um momento atípico, com desafios que não vieram com um manual de instruções. Por isso, a prática de exercícios se torna tão importante para a prevenção e agora vamos explicar o porquê. 

Quando praticamos exercícios, nosso corpo libera substâncias como:

  • Endorfina: relaxa, diminui o estresse e a ansiedade;

  • Dopamina: melhora o humor e gera a sensação de prazer;

  • Serotonina: fundamental para controlar o humor, melhorar a qualidade do sono e reduzir a ansiedade;

  • Norepinefrina: ajuda a regular o sono e as emoções.

Mas qual a importância dessas substâncias?

 Para casos considerados de leves a moderados, a prática de exercícios pode ser tão eficaz quanto os remédios, claro que um não substitui o outro, o acompanhamento médico deve ser contínuo. Outro ponto importante a ser lembrado é o impacto que essas atividades causam na rotina, pois estar com a cabeça focada em outro lugar evita pensamentos ruins e ajuda a espairecer. 

É importante ressaltar que as atividades físicas atuam como adicionais no combate à depressão e ansiedade e devem estar vinculadas ao acompanhamento de profissionais especializados, como educadores físicos, médicos e psicólogos.


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